A restauração da Catedral de Notre-Dame de Paris entra numa nova fase decisiva, com os trabalhos a concentrarem-se agora na recuperação da grande rosácea e da fachada norte do monumento, anunciou esta sexta-feira o organismo público francês responsável pelo projecto de reconstrução. A iniciativa representa mais um passo significativo na devolução do edifício ao seu esplendor original.
Uma obra de fôlego
O incêndio que deflagrou em Abril de 2019 destruiu a flecha e grande parte da cobertura da catedral, causando danos avultados numa das obras arquitectónicas mais emblemáticas da Europa. Desde então, centenas de artesãos, arquitectos e especialistas em restauro têm trabalhado incessantemente para devolver à catedral a sua grandiosidade.
A grande rosácea norte, datada do século XIII, é considerada uma das mais belas e bem preservadas da arte gótica europeia. A sua recuperação exige um trabalho minucioso de análise e consolidação dos vitrais, que foram parcialmente afectados pela intensidade do calor gerado pelo incêndio.
Técnicas tradicionais e modernas
Os restauradores recorrem a uma combinação de técnicas tradicionais de cantaria e carpintaria medieval com tecnologias de digitalização tridimensional de última geração, que permitem replicar com exactidão os elementos arquitectónicos originais. Cada pedra e cada vitral são catalogados e tratados individualmente.
Reabertura prevista para breve
Notre-Dame reabriu ao público em Dezembro de 2024, mas algumas zonas permanecem interditas enquanto os trabalhos de restauro prosseguem. As autoridades francesas estimam que a totalidade das obras estará concluída nos próximos anos, restituindo à catedral toda a sua magnificência e tornando-a novamente acessível na sua plenitude aos milhões de visitantes que a procuram anualmente.


