A autoridade eleitoral do Peru declarou oficialmente Keiko Fujimori vencedora das eleições presidenciais, consolidando a sua estreita vitória sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez. A decisão encerra semanas de contagem e verificação de votos num processo marcado pela tensão política e por alegações de irregularidades por parte de ambos os campos.
Uma vitória apertada
Fujimori, líder do partido Fuerza Popular e filha do ex-presidente Alberto Fujimori, obteve uma margem de vitória reduzida, num resultado que reflecte a profunda divisão da sociedade peruana. A candidata de direita prometeu uma governação centrada na segurança pública, no combate à corrupção e na atracção de investimento estrangeiro.
Roberto Sánchez, que representava uma coligação de esquerda, reconheceu a derrota após a confirmação oficial dos resultados, apelando à unidade nacional e ao respeito pelas instituições democráticas. Os seus apoiantes, no entanto, manifestaram-se em várias cidades do país em sinal de protesto.
Um percurso político conturbado
Keiko Fujimori já concorreu à presidência em anteriores eleições, tendo sido derrotada por Pedro Castillo em 2021. Enfrentou igualmente processos judiciais relacionados com alegado financiamento ilegal da sua campanha, acusações que sempre negou. A sua eleição representa uma viragem significativa no panorama político peruano.
Desafios à vista
A nova presidente eleita herda um país marcado por instabilidade política crónica, com vários presidentes afastados ou presos nos últimos anos. A comunidade internacional acompanha com atenção a transição de poder, esperando que o Peru consolide as suas instituições democráticas e retome um caminho de estabilidade e crescimento económico.


