O jogo de futebol amigável entre a República Democrática do Congo e o Chile, que estava agendado para realizar-se em Espanha na próxima semana, foi cancelado pelas autoridades locais devido a preocupações de saúde pública relacionadas com o surto de Ébola que afecta actualmente a nação africana. A decisão foi anunciada pelo presidente da câmara da cidade anfitriã, gerando reacções diversas no mundo do futebol.
Decisão Baseada em Precaução Sanitária
As autoridades espanholas justificaram o cancelamento com base no princípio da precaução, sublinhando que a saúde pública deve prevalecer sobre quaisquer considerações desportivas. O surto de Ébola na República Democrática do Congo tem preocupado a comunidade internacional, embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda não tenha declarado uma emergência de saúde pública de âmbito internacional.
A selecção congolesa e a Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) foram notificadas da decisão. Fontes próximas da organização do jogo indicaram que estão a ser exploradas alternativas para a realização do encontro noutro país ou numa data posterior.
Impacto na Preparação para o Mundial 2026
O cancelamento surge num momento particularmente sensível, a apenas dias do início do Campeonato do Mundo de 2026, que se realiza nos Estados Unidos, Canadá e México. Várias selecções utilizam este período para disputar jogos de preparação e afinar estratégias táticas. A RD Congo, que se qualificou para a fase final, vê assim comprometida parte da sua preparação.
A selecção chilena, por sua vez, terá de encontrar um adversário alternativo para o seu último teste antes do início da competição. Fontes da federação chilena indicaram que estão em contacto com outras selecções para organizar um novo encontro de preparação.
Reacção Internacional
A decisão das autoridades espanholas foi recebida com compreensão por parte de vários organismos internacionais de saúde, que elogiaram a postura preventiva adoptada. No entanto, alguns responsáveis desportivos criticaram o que consideram ser uma reacção desproporcional, argumentando que os protocolos sanitários existentes seriam suficientes para garantir a segurança de todos os envolvidos.


