Alegria e esperança entre venezuelanos após anúncio da captura de Maduro
Comunidades venezuelanas ao redor do mundo reagem com emoção e esperança ao anúncio da possível captura de Nicolás Maduro, vislumbrando o fim de décadas de regime autoritário.

A notícia divulgada nas redes sociais pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou uma onda imediata de comoção entre venezuelanos dentro e fora do país. Segundo a publicação, Nicolás Maduro e a sua esposa teriam sido capturados numa operação militar realizada a 3 de Janeiro de 2026 e retirados da Venezuela.
Nas redes sociais, multiplicam-se testemunhos emocionados. Muitos descrevem a captura de Maduro como o fim de uma longa noite autoritária e o início de um novo tempo. Outros pedem cautela, lembrando que a reconstrução democrática exigirá mais do que a queda de um líder: será necessário restaurar instituições, garantir justiça e evitar novos ciclos de violência.
Durante anos, milhões de venezuelanos viveram com a mala sempre pronta — não para viajar, mas para fugir. Fugir da fome, do medo, da perseguição política e da morte silenciosa que se instalou no quotidiano da Venezuela. O exílio não foi escolha; foi sobrevivência.
Em casas simples, cafés de emigrantes, praças improvisadas e grupos familiares à distância, surgiram lágrimas, abraços, orações e sorrisos incrédulos. Para quem viveu anos com medo de ser identificado, denunciado ou esquecido, a simples possibilidade de que o regime chavista esteja a chegar ao fim reacendeu um sonho que muitos tinham sido obrigados a enterrar: voltar para casa.
A América do Sul observa com atenção. Se confirmados, os acontecimentos poderão marcar um dos momentos políticos mais significativos da história recente da região. Até lá, entre prudência e esperança, milhões de venezuelanos aguardam por respostas — e, sobretudo, por um novo começo.

