SEGURANÇA “NÃO ERA PROTOCOLO”, DIZ EX-GOVERNADOR
Nos bastidores, circula a avaliação de que a medida pode estar ligada à suspeita de vazamento de informações. Há quem sustente que policiais que integravam a escolta seriam fontes utilizadas pelo ex-governador em denúncias recentes.

Garotinho declarou que a escolta não era um benefício protocolar, mas uma medida necessária após episódios que, segundo ele, colocaram sua integridade em risco. O ex-governador relembrou ter sido vítima de agressão e tortura enquanto esteve detido no Complexo de Benfica.
Ele também afirmou que sua segurança foi reforçada oficialmente após prestar depoimento à CPI do Crime Organizado, em Brasília. De acordo com Garotinho, o reforço teria ocorrido após ofício encaminhado ao governo estadual por integrantes da comissão parlamentar.
DENÚNCIAS E MEDO DE FICAR SEM PROTEÇÃO
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Garotinho questionou o motivo da retirada da proteção justamente no momento em que afirma estar fazendo denúncias graves envolvendo milícias, organizações criminosas e corrupção.
O ex-governador disse temer pela própria segurança e pela de sua família e afirmou ter buscado apoio emergencial de profissionais de segurança privada após a decisão.
SUSPEITA DE VAZAMENTO DE INFORMAÇÕES
Nos bastidores, circula a avaliação de que a medida pode estar ligada à suspeita de vazamento de informações. Há quem sustente que policiais que integravam a escolta seriam fontes utilizadas pelo ex-governador em denúncias recentes.
Parte desses agentes seria ligada à Polícia Penal, o que teria aumentado o desconforto interno dentro do governo estadual.
ACUSAÇÕES CONTRA INTEGRANTES DAS FORÇAS DE SEGURANÇA
Garotinho associou a decisão a denúncias feitas recentemente contra integrantes das forças de segurança, incluindo acusações contra um oficial que, segundo ele, teria ligações com traficantes na Baixada Fluminense.
O ex-governador afirmou que continuará tornando públicas informações que considera relevantes, apesar do que classificou como possível tentativa de intimidação.
GOVERNO AINDA NÃO SE PRONUNCIOU
Até o momento, o governo do estado não comentou oficialmente as declarações. O episódio amplia a tensão política no Rio de Janeiro e deve intensificar o debate sobre segurança institucional, proteção de autoridades e o impacto de denúncias públicas no cenário eleitoral que se aproxima.

