Portugal activou esta sexta-feira o mecanismo europeu de protecção civil para solicitar reforços no combate aos incêndios florestais que lavram em várias regiões do país, numa altura em que uma intensa vaga de calor pressiona os meios disponíveis ao limite. O Governo português accionou igualmente os acordos bilaterais com Espanha e com Marrocos, parceiros históricos na resposta a emergências desta natureza.
Situação de elevada gravidade
As autoridades nacionais classificaram a situação como de elevada gravidade, com vários concelhos do interior norte e centro do país em risco máximo de incêndio. As temperaturas, que ultrapassaram os 40 graus Celsius em diversas localidades, dificultam o trabalho dos bombeiros e aumentam a velocidade de propagação das chamas.
A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) confirmou que foram pedidos meios aéreos adicionais, nomeadamente aviões de combate a incêndios e helicópteros de ataque ampliado, que deverão chegar a Portugal nas próximas horas provenientes de países parceiros da União Europeia.
Cooperação europeia em acção
O mecanismo europeu de protecção civil, criado precisamente para situações de catástrofe transfronteiriça, permite que os Estados-membros solicitem assistência mútua de forma expedita. Portugal já recorreu a este instrumento em anteriores temporadas de incêndios, tendo recebido apoio de países como França, Itália e Grécia.
Também a França enfrenta focos de incêndio preocupantes, o que poderá limitar a capacidade de resposta de alguns parceiros europeus. Ainda assim, o Governo português mostrou-se confiante na obtenção dos reforços necessários para proteger populações e florestas.
Apelo à população
As autoridades apelaram à população para que evite acender fogueiras ou realizar qualquer actividade que possa originar ignições, e para que contacte imediatamente o número de emergência 112 caso detecte qualquer foco de incêndio. O Governo reiterou que a prevenção continua a ser a melhor arma contra os fogos florestais.


