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POLÍTICA

Ministro Gilmar Mendes Rebate Críticas ao Fórum de Lisboa com Humor e Defende Edição Académica

O ministro do STF Gilmar Mendes respondeu com humor às críticas sobre o esvaziamento político do Fórum de Lisboa 2026, realizado na Faculdade de Direito de Lisboa. O evento, com 70 painéis e 432 debatedores, focou-se em temas jurídicos como democracia e inteligência artificial, com menor presença de parlamentares brasileiros devido ao calendário eleitoral.

Redação Observatório Mundial
4 de junho de 2026 às 02:34
Portugal
Ministro Gilmar Mendes Rebate Críticas ao Fórum de Lisboa com Humor e Defende Edição Académica

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, Gilmar Mendes, respondeu com ironia às críticas sobre o esvaziamento político do Fórum de Lisboa, evento jurídico anual que organiza em parceria com o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV). A edição deste ano decorreu na Faculdade de Direito de Lisboa, em Portugal.

Auditório Reduzido e Menor Presença Política

Horas antes do encerramento do evento, o auditório principal foi substituído por um espaço de menor dimensão, decisão atribuída pelo professor organizador Carlos Blanco de Morais a uma greve pública que afectou Lisboa. A mudança foi alvo de comentários críticos, aos quais Gilmar Mendes respondeu com uma frase que arrancou gargalhadas do público presente: "Havia uma previsão de que o Fórum estaria esvaziado."

A edição de 2026 registou uma participação política inferior à de anos anteriores, com menor presença de parlamentares brasileiros. O vice-presidente do STF, Luiz Felipe Salomão, justificou a ausência com o calendário eleitoral e a realização da Copa do Mundo: "Muito razoável que os parlamentares estejam voltados ao período eleitoral."

Foco Académico e Jurídico

Apesar do menor peso político, o Fórum manteve uma agenda densa, com 70 painéis temáticos e 432 debatedores. Os temas centrais incluíram democracia, inteligência artificial e regulação das grandes empresas tecnológicas. O ministro Alexandre de Moraes, também presente, participou em debates sobre estes temas, acompanhado da sua esposa, a advogada Viviane Barci.

Gilmar Mendes sublinhou o carácter "académico" do evento e anunciou planos para a edição de 2027, que poderá incluir palestras em inglês e a elaboração de "documentos orientadores" sobre temas jurídicos relevantes. O ministro recorreu a um provérbio português para responder às críticas: "Ninguém se livra de pedrada de doido nem de coice de burro."

Perspectivas para o Futuro

O Fórum de Lisboa tem sido, ao longo dos anos, um espaço de encontro entre juristas, académicos e políticos brasileiros e portugueses, reforçando os laços institucionais entre os dois países. A edição de 2026, embora mais discreta do ponto de vista político, manteve o seu papel como plataforma de debate jurídico de alto nível no espaço lusófono.

A organização do evento não divulgou dados sobre o número total de participantes, mas garantiu que as discussões realizadas contribuíram para aprofundar o diálogo entre as comunidades jurídicas dos dois países.

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