Um incêndio florestal de grandes dimensões continua a mobilizar meios de combate na região do Aude, no sul de França, tendo já destruído cerca de 950 hectares de vegetação desde que deflagrou na quinta-feira, 2 de julho de 2026, na zona de Pouzols-Minervois. Cerca de 150 bombeiros permanecem no terreno este sábado de manhã, trabalhando para extinguir completamente as chamas, que já se encontram fixadas mas ainda não totalmente apagadas, segundo o porta-voz do Serviço Departamental de Incêndio e Socorro do Aude (SDIS 11).
Fogo controlado mas ainda ativo
As autoridades francesas indicaram que o incêndio está atualmente fixado, o que significa que o seu perímetro está delimitado e que as chamas não se estão a alastrar para novas áreas. No entanto, o trabalho dos bombeiros continua intenso, com equipas a trabalhar em turnos para garantir a extinção total do fogo e evitar qualquer reacendimento, especialmente tendo em conta as condições meteorológicas adversas que se fazem sentir na região.
O incêndio deflagrou em plena vaga de calor que afeta o sul da Europa, com temperaturas que têm ultrapassado os 40 graus Celsius em várias zonas de França. O vento forte e a vegetação seca criaram condições propícias para a rápida propagação das chamas, dificultando o trabalho das equipas de combate a incêndios.
Região afetada e impacto ambiental
A zona de Pouzols-Minervois, situada na área da Minervois, é conhecida pela sua paisagem de vinhas e maquis mediterrânico. A destruição de 950 hectares representa um impacto ambiental significativo para a região, afetando não apenas a flora local mas também a fauna e os ecossistemas que dependem desta vegetação. As autoridades locais estão a avaliar os danos e a preparar medidas de apoio aos proprietários afetados.
O incêndio no Aude insere-se num padrão preocupante de fogos florestais que têm afetado o sul da Europa durante o verão de 2026. Portugal, Espanha e Itália também registam incêndios de grandes dimensões, num contexto de alterações climáticas que tornam os verões cada vez mais quentes e secos na bacia mediterrânica.
Resposta das autoridades
O governo francês ativou os planos de emergência para a região e reforçou os meios aéreos de combate ao incêndio, incluindo aviões Canadair e helicópteros. As autoridades apelaram à população para que evite as zonas afetadas e para que cumpra as restrições de acesso impostas por razões de segurança. Não foram reportadas vítimas mortais, embora algumas pessoas tenham sido evacuadas preventivamente das suas habitações.


