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POLÍTICA

Greve Geral em Portugal Paralisa Transportes, Escolas e Aviação em Protesto Contra Reforma Laboral

A segunda greve geral em seis meses paralisou Portugal nesta quarta-feira, com comboios cancelados, centenas de voos suspensos e escolas fechadas. Os sindicatos protestam contra a reforma laboral proposta pelo governo de Luís Montenegro.

Redação Observatório Mundial
3 de junho de 2026 às 13:57
Portugal
Greve Geral em Portugal Paralisa Transportes, Escolas e Aviação em Protesto Contra Reforma Laboral

Portugal viveu esta quarta-feira a segunda greve geral em seis meses, com os principais sindicatos do país a mobilizarem trabalhadores de múltiplos sectores em protesto contra os planos de reforma laboral do governo. A paralisação afectou os transportes ferroviários, o sector da aviação e as escolas públicas em todo o território nacional.

Transportes e Aviação em Colapso

Os comboios da CP — Comboios de Portugal registaram uma adesão massiva à greve, com a maioria das ligações interurbanas e suburbanas canceladas ou com serviços mínimos muito reduzidos. Nas principais estações do país, nomeadamente em Lisboa e no Porto, centenas de passageiros aguardavam informações sobre alternativas de transporte.

No sector da aviação, o aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e o aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, registaram o cancelamento de centenas de voos, afectando dezenas de milhares de passageiros. A TAP Air Portugal e outras companhias aéreas emitiram alertas e disponibilizaram opções de remarcação sem custos adicionais.

Escolas Fechadas em Todo o País

O sector da educação foi igualmente afectado, com a maioria das escolas públicas a encerrar as suas portas. Os pais foram alertados com antecedência para a necessidade de encontrarem alternativas para os seus filhos, mas muitos foram apanhados de surpresa pela extensão da paralisação.

Motivos da Contestação

Os sindicatos contestam as propostas do governo para a reforma do Código do Trabalho, que incluem medidas como a flexibilização dos horários de trabalho, alterações nas regras de despedimento e mudanças no regime de horas extraordinárias. As centrais sindicais CGTP e UGT, que raramente actuam em conjunto, uniram-se nesta greve, o que demonstra a amplitude da contestação.

O secretário-geral da CGTP afirmou que 'os trabalhadores portugueses não aceitarão uma reforma que precariza os seus direitos e beneficia apenas os empregadores'. A UGT, por sua vez, exigiu uma renegociação das propostas antes de qualquer aprovação parlamentar.

Resposta do Governo

O governo português, liderado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, reconheceu o impacto da greve mas defendeu a necessidade das reformas para modernizar o mercado de trabalho e aumentar a competitividade da economia portuguesa. O executivo comprometeu-se a retomar o diálogo social nas próximas semanas.

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