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JUSTIÇA

Ex-procurador Deltan Dallagnol afirma que mensagens indicam tráfico de influência no Judiciário do Rio

O ex-procurador defende que a divulgação dessas informações teria papel essencial para expor mecanismos informais de poder e estimular maior transparência institucional. Ele afirma que o caso reforça a necessidade de investigações independentes e de mecanismos de controle capazes de impedir interferências indevidas no Judiciário.

Fernando Pessoa Quintão
27 de fevereiro de 2026 às 20:14
Brasil
Ex-procurador Deltan Dallagnol afirma que mensagens indicam tráfico de influência no Judiciário do Rio

Declarações recentes do ex-procurador da República Deltan Dallagnol voltaram a colocar em debate o funcionamento interno do sistema de Justiça e a relação entre política, imprensa e decisões judiciais no Rio de Janeiro. Segundo ele, reportagens publicadas pela revista Veja e investigações da Polícia Federal teriam revelado indícios de articulação política para influenciar julgamentos.

De acordo com o relato, o foco central envolve o ex-governador Sérgio Cabral e o político fluminense Rodrigo Bacellar. As apurações citadas apontariam a existência de mensagens trocadas por aplicativos que indicariam tentativas de interferência em decisões da Justiça estadual do Rio de Janeiro.

Segundo a narrativa apresentada, as conversas teriam sido obtidas no âmbito de investigações da Polícia Federal. O conteúdo sugeriria que autoridades políticas acompanhavam e discutiam processos judiciais relevantes, incluindo disputas envolvendo patrimônio e interesses econômicos. Um dos episódios mencionados refere-se a comunicações feitas em 2015 sobre discussões que tramitavam na Sexta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio.

Dallagnol afirma que os diálogos mostrariam um suposto esforço de influência sobre decisões judiciais, o que, se comprovado, caracterizaria tráfico de influência e tentativa de manipulação institucional. Ele sustenta que o material revelaria uma dinâmica de bastidores marcada por troca de favores e articulação política envolvendo cargos públicos e o sistema de Justiça.

As declarações também fazem referência ao contexto político nacional da época, mencionando o então presidente Michel Temer como parte do ambiente político em que os fatos teriam ocorrido, embora sem detalhamento de participação direta nas mensagens citadas.

O ex-procurador defende que a divulgação dessas informações teria papel essencial para expor mecanismos informais de poder e estimular maior transparência institucional. Ele afirma que o caso reforça a necessidade de investigações independentes e de mecanismos de controle capazes de impedir interferências indevidas no Judiciário.

Até o momento, os citados negam irregularidades em diferentes ocasiões públicas e processos judiciais relacionados ao período seguem sob análise em diversas instâncias.

O tema volta ao debate público em meio a discussões mais amplas sobre independência judicial, relação entre política e Justiça e o papel da imprensa investigativa na revelação de possíveis irregularidades no funcionamento das instituições brasileiras.

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