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JUSTIÇA

Estudante de Medicina Presa Após Atropelar e Matar Idoso em Porto Velho

Uma estudante de medicina de 29 anos foi detida em flagrante em Porto Velho, em Rondónia, suspeita de ter atropelado intencionalmente o aposentado Odair Bustolin, de 68 anos, após uma discussão na rua. A vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital. A suspeita tinha antecedentes por condução sob o efeito de álcool.

Redação Observatório Mundial
3 de julho de 2026 às 12:58
Brasil
Estudante de Medicina Presa Após Atropelar e Matar Idoso em Porto Velho

Um crime chocante abalou a cidade de Porto Velho, capital do estado de Rondónia, no Brasil. O aposentado Odair Bustolin, de 68 anos, morreu na quinta-feira após ser atropelado por uma estudante de medicina de 29 anos, que terá acelerado o veículo em sua direcção de forma intencional, segundo as autoridades policiais e imagens captadas por câmaras de segurança.

O Crime

De acordo com a Polícia Civil de Rondónia, o incidente teve origem numa discussão ocorrida na via pública, momentos antes do atropelamento. Após a altercação, a suspeita terá regressado ao veículo, acelerado em direcção à residência onde Odair se encontrava, derrubado o portão e atingido o idoso dentro do próprio terreno.

A vítima foi socorrida por familiares e transportada de urgência para o hospital, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. As imagens das câmaras de vigilância, que registaram toda a sequência de eventos, foram determinantes para a reconstituição dos factos e para a identificação da suspeita.

Detenção e Antecedentes

Após o crime, a estudante abandonou o local e foi localizada horas mais tarde pela Polícia Civil na residência de um amigo. Foi detida em flagrante e, segundo o registo policial, apresentava comportamento agitado e agressivo no momento da abordagem.

As investigações revelaram que a suspeita não era desconhecida das autoridades. Em Maio de 2025, havia sido detida por conduzir sob o efeito de álcool e envolver-se num acidente de trânsito. O caso foi encerrado através de um Acordo de Não Persecução Penal, com pagamento de prestação pecuniária, uma vez que era ré primária à data.

Reacção Social

O caso gerou indignação nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a eficácia dos mecanismos de justiça alternativa em casos de violência no trânsito. Críticos questionam se a resolução anterior do processo terá sido suficientemente dissuasora, enquanto juristas sublinham que cada caso deve ser analisado de forma independente. A defesa da estudante não se pronunciou até ao momento.

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