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POLÍTICA

Eleições Presidenciais em Portugal 2026: Resultados Oficiais da Primeira Volta e Caminho para o Segundo Turno

O resultado final em fevereiro pode ter impactos simbólicos e políticos significativos, mesmo em um sistema sem executivo direto no cargo presidencial, influenciando equilíbrio político, debate público e articulações partidárias nos próximos anos.

Fernando Quintão
18 de janeiro de 2026 às 21:51
Brasil
Eleições Presidenciais em Portugal 2026: Resultados Oficiais da Primeira Volta e Caminho para o Segundo Turno

Portugal realizou neste domingo, 18 de janeiro de 2026, a primeira volta das eleições presidenciais que vão definir o próximo Chefe de Estado para o mandato 2026-2031. Com milhões de eleitores convocados às urnas, os resultados confirmam um cenário político competitivo e fragmentado, sem vencedor em primeira volta e com dois candidatos destacados rumo ao confronto decisivo em 8 de fevereiro.

António José Seguro lidera, André Ventura assegura segundo lugar

Os dados apurados com quase a totalidade das freguesias contabilizadas mostram que António José Seguro, candidato apoiado pelo Partido Socialista (PS), ficou na frente da corrida presidencial, sem alcançar, porém, os 50 % necessários para vencer no primeiro turno. Ele recebeu cerca de 30 % dos votos válidos, consolidando sua liderança inicial.

Em segundo lugar ficou André Ventura, líder do partido Chega (CH), com aproximadamente 25 % dos votos, garantindo assim a passagem para a segunda volta.

Com estes números, Seguro e Ventura avançam para o duelo decisivo de 8 de fevereiro, em uma disputa que promete polarizar ainda mais o debate político nacional.

Destaques dos demais candidatos

A corrida presidencial de 2026 teve várias candidaturas, mas o terceiro e quarto lugares ficaram com nomes relevantes no espectro político:

João Cotrim de Figueiredo (Iniciativa Liberal – IL) obteve uma votação na casa dos 14 %, consolidando-se como uma força relevante fora dos dois maiores partidos tradicionais.

Luís Marques Mendes (Partido Social Democrata – PSD) e Henrique Gouveia e Melo (independente com apoio de um pequeno partido) também alcançaram percentuais na casa dos doze por cento, ficando atrás dos candidatos que avançam ao segundo turno, mas influentes no total de votos válidos.

Outros candidatos, incluindo figuras de partidos menores ou independentes, reuniram percentuais menores e não tiveram impacto significativo no resultado agregado.

Participação e abstenção

A participação eleitoral foi um dos pontos mais observados da jornada: com mais de 11 milhões de eleitores inscritos para votar, a mobilização foi considerada elevada para padrões recentes, com números de participação durante o dia superiores aos observados em eleições anteriores.

Apesar disso, muitos eleitores ainda optaram por não votar — um sinal de que a abstenção continua sendo um elemento importante do processo democrático português, refletindo uma mistura de ceticismo, deslocamento ou outras barreiras à participação. Dados finais de abstenção só serão oficialmente confirmados quando o recenseamento eleitoral for concluído e publicados pelo Ministério da Administração Interna.

O que está em jogo no segundo turno

Com o confronto presidencial decidido entre António José Seguro e André Ventura, Portugal enfrenta uma segunda volta de clara polarização política. Seguro representa um projeto mais tradicional e alinhado ao centro-esquerda, enquanto Ventura traz um discurso populista e contestador, que ganhou visibilidade nos últimos anos com a ascensão do seu partido.

O resultado final em fevereiro pode ter impactos simbólicos e políticos significativos, mesmo em um sistema sem executivo direto no cargo presidencial, influenciando equilíbrio político, debate público e articulações partidárias nos próximos anos.

O portal acompanhará de perto os desdobramentos da segunda volta e publicará análises detalhadas sobre as projeções eleitorais, as estratégias de campanha e os possíveis cenários após 8 de fevereiro de 2026.

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