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Aluno de 14 anos esfaqueia professora em escola na França: ataque premeditado e motivado por ódio

Uma professora do ensino secundário foi atacada com uma faca por um aluno de 14 anos em Sanary-sur-Mer, no sudeste da França. O jovem agiu com premeditação e culpa a docente por registros escolares.

Redação
5 de fevereiro de 2026 às 05:00
Internacional
Aluno de 14 anos esfaqueia professora em escola na França: ataque premeditado e motivado por ódio

Na última terça-feira, uma professora do liceu La Guicharde, em Sanary-sur-Mer, departamento de Var, sudeste da França, foi violentamente esfaqueada por um aluno de apenas 14 anos dentro da sala de aula. O ataque chocou a comunidade escolar e abriu um debate sobre segurança nas escolas europeias.

Segundo informações oficiais, o estudante agiu com premeditação. Durante sua primeira audiência, ele confessou ter planejado o ataque, alegando sentir “demasiado ódio” contra a professora, que, em sua visão, havia cometido injustiças ao registrar “vários incidentes” no sistema escolar Pronote, utilizado para monitorar o comportamento dos alunos.

“Ele afirmou que tinha uma raiva acumulada e que se sentia injustiçado pelas marcações da professora”, declarou Raphaël Balland, procurador de Toulon, que acompanha o caso. O jovem contou que havia pegado uma faca da cozinha da escola e desferido quatro golpes contra a docente, na frente de seus 22 colegas de classe.

O adolescente expressou arrependimento profundo: “Agora sinto mais ódio por mim mesmo do que pela minha vítima. Chorei muito e cheguei a me agredir”, relatou. Ainda assim, a gravidade do ato deixou a comunidade escolar e as autoridades em alerta máximo.

Em depoimento, o jovem negou ter sofrido qualquer tipo de violência doméstica e afirmou não fazer uso de substâncias ilícitas. Contudo, admitiu que já havia considerado executar o ataque na semana anterior, mas desistiu por medo. Essa revelação levanta questões sobre o acompanhamento psicológico e a detecção precoce de sinais de alerta nas escolas.

A polícia e o Ministério Público de Toulon investigam o caso, descartando motivações religiosas ou políticas para o crime, o que reforça o caráter pessoal e emocional da agressão. O adolescente será apresentado ao tribunal, que decidirá sobre sua possível detenção preventiva.

Especialistas em segurança escolar e saúde mental alertam para a importância de políticas eficazes de prevenção e intervenção nas escolas, especialmente diante do aumento de episódios violentos envolvendo jovens na Europa. “Este caso evidencia a urgência de um suporte contínuo aos alunos, para evitar que sentimentos de exclusão e raiva se convertam em atos extremos”, disse a psicóloga especializada em adolescência, Claire Dubois.

A escola La Guicharde está colaborando com as autoridades e reforçando as medidas de segurança para proteger estudantes e funcionários, enquanto acompanha o estado de saúde da professora, que foi hospitalizada e passa por atendimento médico intensivo.

O episódio em Sanary-sur-Mer reacende o debate sobre os desafios enfrentados pelas instituições educacionais europeias para garantir um ambiente seguro e acolhedor. A comunidade local aguarda as decisões judiciais e políticas que possam evitar novas tragédias semelhantes.

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