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Portugal Eleito Membro Não Permanente do Conselho de Segurança da ONU para 2027-2028

A Assembleia Geral das Nações Unidas elegeu Portugal membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2027-2028, com 134 votos favoráveis. O país integra um grupo de cinco novos membros eleitos, juntamente com Áustria, Quirguistão, Trindade e Tobago e Zimbabwe. O Presidente da República considerou a eleição uma vitória da diplomacia portuguesa.

Redação Observatório Mundial
5 de junho de 2026 às 10:31
Portugal
Portugal Eleito Membro Não Permanente do Conselho de Segurança da ONU para 2027-2028

A Assembleia Geral das Nações Unidas elegeu Portugal, na quarta-feira, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para um mandato de dois anos, com início a 1 de janeiro de 2027. O país obteve 134 votos favoráveis, superando a Alemanha, que recebeu 104 votos, na disputa pelas duas vagas atribuídas ao Grupo da Europa Ocidental e Outros (WEOG).

Uma Vitória da Diplomacia Portuguesa

O Presidente da República, António Seguro, saudou o resultado como uma conquista significativa que honra o país e reflete a credibilidade, confiança e respeito de Portugal na comunidade internacional. "Este resultado representa uma vitória da diplomacia portuguesa e sublinha o compromisso do país com o multilateralismo, o direito internacional e a promoção da paz, da segurança e do desenvolvimento sustentável", afirmou o chefe de Estado.

O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reiterou que Portugal pretende abordar a segurança de forma multidimensional, incluindo os direitos humanos e a prosperidade, como parte da sua agenda no Conselho.

Novos Membros para 2027-2028

Para além de Portugal, foram eleitos para o Conselho de Segurança a Áustria, o Quirguistão — que integra pela primeira vez o órgão —, Trindade e Tobago e o Zimbabwe. Estes cinco países substituirão, a partir de 1 de janeiro de 2027, a Dinamarca, a Grécia, o Paquistão, o Panamá e a Somália.

O Conselho de Segurança é o único órgão das Nações Unidas com poder de tomar decisões juridicamente vinculativas, incluindo a imposição de sanções e a autorização do uso da força. É composto por quinze membros: cinco permanentes — Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China — e dez não permanentes, eleitos pela Assembleia Geral por mandatos de dois anos.

Contexto e Expectativas

A eleição de Portugal para o Conselho de Segurança representa um momento de prestígio para a política externa portuguesa. O país terá assento num dos fóruns mais influentes da diplomacia mundial, num período marcado por conflitos armados, crises humanitárias e tensões geopolíticas crescentes.

Portugal continuará a trabalhar em conjunto com os membros permanentes e os restantes membros não permanentes — Barém, Colômbia, República Democrática do Congo, Letónia e Libéria — para promover soluções pacíficas para os conflitos internacionais e reforçar o sistema multilateral de segurança coletiva.

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