Face ao surto de Ébola que continua a afectar a República Democrática do Congo e perante a crescente preocupação internacional com a propagação da doença, as autoridades sanitárias italianas anunciaram o reforço das medidas de vigilância nos principais aeroportos do país. O Ministério da Saúde italiano emitiu directrizes actualizadas para os profissionais de saúde e para as equipas de controlo fronteiriço.
Medidas Implementadas nos Aeroportos
Os aeroportos de Roma Fiumicino, Milão Malpensa e outros hubs internacionais italianos passaram a contar com equipas médicas reforçadas e com sistemas de triagem aprimorados para passageiros provenientes de países afectados pelo surto. As autoridades instalaram termómetros de infravermelhos e postos de controlo sanitário em zonas estratégicas dos terminais.
Os passageiros com origem ou escala em países com transmissão activa de Ébola são sujeitos a questionários de saúde detalhados e, em caso de sintomas suspeitos, encaminhados para unidades de isolamento especializadas. O Instituto Nacional de Doenças Infecciosas Lazzaro Spallanzani, em Roma, foi designado como centro de referência nacional para casos suspeitos.
Contexto Epidemiológico
O surto de Ébola na República Democrática do Congo tem preocupado a comunidade médica internacional, embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) sublinhe que o risco de propagação global permanece baixo. A doença, causada pelo vírus Ébola, tem uma taxa de mortalidade elevada e não existe ainda uma vacina amplamente disponível para uso em larga escala.
A Itália, como país com importantes ligações aéreas a África e com uma significativa comunidade de origem africana, considera-se particularmente exposta ao risco de importação de casos. As autoridades italianas têm mantido contacto estreito com a OMS e com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) para actualizar os protocolos de resposta.
Cooperação Europeia
A União Europeia coordena a resposta dos estados-membros ao surto, partilhando informações epidemiológicas e harmonizando os protocolos de vigilância nos pontos de entrada. A Comissão Europeia disponibilizou fundos de emergência para apoiar os países africanos afectados e para reforçar as capacidades de resposta dos sistemas de saúde europeus.
As autoridades italianas apelam à calma da população, sublinhando que as medidas adoptadas são de carácter preventivo e que o risco para os cidadãos italianos permanece muito baixo.


