Inflação fecha 2025 em 4,8%, acima do teto da meta
IPCA fecha 2025 com alta de 4,8%, superando o teto da meta devido a pressões de alimentos, energia e combustíveis.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,8% em 2025, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE. O resultado ficou acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que era de 4,5%.
Os principais vilões da inflação foram alimentos (alta de 7,2%), energia elétrica (aumento de 15,3%) e combustíveis (elevação de 8,1%). O encarecimento desses itens pressionou principalmente as famílias de baixa renda, que comprometem maior parcela do orçamento com essas despesas.
Economistas apontam que fatores climáticos adversos prejudicaram a safra agrícola, encarecendo produtos básicos como arroz, feijão e carnes. Já no setor energético, a crise hídrica forçou o acionamento de termelétricas mais caras, elevando as tarifas.
O Banco Central informou que adotará medidas para reconduzir a inflação à meta em 2026. A perspectiva é de manutenção da taxa Selic em patamares elevados nos próximos meses, o que pode desacelerar o crescimento econômico.
Especialistas alertam que a inflação persistente corrói o poder de compra da população e dificulta o planejamento de empresas. Setores como varejo e construção civil já reportam queda nas vendas e cancelamento de projetos.

