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O CRIME ORGANIZADO

Ex-piloto faz acusações envolvendo autoridades e empresários investigados pela PF e gera repercussão em Brasília

As acusações de um ex-piloto de táxi aéreo causaram repercussão em Brasília ao relacionar autoridades a empresários foragidos e investigados pela Polícia Federal por ligação com o PCC. Desde novembro de 2024,

Redação
4 de fevereiro de 2026 às 15:35
Internacional
Ex-piloto faz acusações envolvendo autoridades e empresários investigados pela PF e gera repercussão em Brasília

Brasília – 4 de fevereiro de 2026

Declarações feitas por um ex-piloto de táxi aéreo provocaram repercussão nos bastidores políticos e jurídicos de Brasília após relacionarem autoridades públicas a empresários investigados pela Polícia Federal por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Desde novembro de 2024, Mauro Matosinho, ex-funcionário da empresa Táxi Aéreo Piracicaba, vem divulgando vídeos nas redes sociais e plataformas digitais nos quais afirma ter realizado voos que, segundo ele, teriam transportado figuras públicas e empresários investigados.

Em uma das denúncias consideradas mais sensíveis, Matosinho afirma ter pilotado uma aeronave que transportava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. Segundo o ex-piloto, o voo teria sido realizado na aeronave identificada como “Sierra Mike Golf”.

“Eu pilotei o Sierra Mike Golf em um voo que teve a bordo o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli”, declarou Matosinho em uma das gravações divulgadas online.

De acordo com o relato apresentado pelo ex-piloto, o trajeto teria incluído passagens por Brasília e pela cidade de Ourinhos, no interior paulista, com destino final ao resort Tayaiá, localizado na região.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a veracidade das afirmações divulgadas pelo ex-piloto. O Observatório Mundial procurou a assessoria do Supremo Tribunal Federal e representantes do ministro Dias Toffoli, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. A empresa Táxi Aéreo Piracicaba também não se manifestou publicamente sobre as declarações.

Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que acusações divulgadas em redes sociais exigem apuração rigorosa por parte das autoridades competentes, especialmente quando envolvem agentes públicos e possíveis conexões com organizações criminosas. Eles destacam ainda que denúncias dessa natureza devem ser acompanhadas de provas documentais e investigações formais para que possam ser confirmadas ou descartadas.

Nos últimos anos, operações da Polícia Federal têm investigado esquemas que envolvem lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e financiamento de organizações criminosas, incluindo o PCC, considerado uma das maiores facções criminosas do país. No entanto, não há, até o momento, confirmação pública de que as declarações feitas pelo ex-piloto integrem investigações oficiais em andamento.

O caso segue repercutindo nos meios políticos e jurídicos, enquanto cresce a expectativa sobre possíveis desdobramentos e eventuais manifestações das autoridades citadas.

O Observatório Mundial continuará acompanhando o caso e trará atualizações assim que novas informações forem oficialmente confirmadas.

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