A selecção brasileira de futebol prepara-se para disputar no domingo, em Dallas, o seu quinto encontro no Campeonato do Mundo 2026, frente à Noruega. O jogo vale um lugar nos quartos de final, mas a história recente da Canarinha nesta fase específica da competição é motivo de apreensão para os adeptos brasileiros: desde 2006, o Brasil foi eliminado em quatro das cinco Copas do Mundo precisamente no quinto jogo.
Uma maldição que persiste desde 2006
O padrão é perturbador. Em 2006, na Alemanha, o Brasil foi eliminado pela França nos quartos de final — o quinto jogo. Em 2010, na África do Sul, a Holanda pôs fim ao sonho brasileiro também na quinta partida. Em 2018, na Rússia, foi a Bélgica a eliminar a Seleção nos quartos. E em 2022, no Qatar, a Croácia afastou o Brasil nos penáltis, novamente no quinto encontro.
A única excepção recente foi em 2014, no Brasil, quando a Seleção venceu a Colômbia no quinto jogo — mas a um custo elevado: Thiago Silva ficou suspenso por acumulação de amarelos e Neymar saiu lesionado após uma joelhada de Zúñiga. O que se seguiu ficou gravado na memória colectiva do futebol mundial: a derrota por 7-1 frente à Alemanha nas meias-finais.
O percurso no Mundial 2026
Nesta edição do torneio, o Brasil chegou ao quinto jogo após uma fase de grupos relativamente tranquila, com empate frente a Marrocos e vitórias sobre o Haiti e a Escócia. Nos 32 avos de final, a Seleção eliminou o Japão e avança agora para o duelo com a Noruega, uma equipa europeia fisicamente robusta e com um futebol organizado.
A história mais recuada também não é animadora: em 1986, no México, o Brasil foi eliminado pela França nos penáltis no quinto jogo; em 1982, em Espanha, foi a Itália a pôr fim à campanha brasileira por 3-2, também na quinta partida.
Pressão histórica sobre a Seleção
A única Copa do Mundo em que o Brasil superou claramente o quinto jogo e foi além foi em 2002, na Coreia do Sul e no Japão, quando a Seleção venceu a Inglaterra por 2-1 — com Ronaldinho a ser expulso — e seguiu em frente até conquistar o pentacampeonato. Desde então, a quinta partida tornou-se sinónimo de fim de caminho.
O encontro de domingo, em Dallas, será um teste não apenas ao talento da actual geração brasileira, mas também à capacidade de a Seleção exorcizar os fantasmas de duas décadas de eliminações precoces. Os adeptos aguardam com expectativa e alguma apreensão.


