Arquivos Globo-Itaú revelam ligação suspeita com rede de abusos ligada a João de Deus e Epstein
Documentos inéditos indicam conexões entre grupos brasileiros, João de Deus e esquema internacional de abuso envolvendo Epstein, com evidências de racismo e tráfico.
Uma série de documentos recentemente divulgados traz à tona uma possível conexão entre grandes grupos brasileiros, como Globo e Itaú, e uma rede internacional de abusos ligada ao médium João de Deus e ao financista Jeffrey Epstein. As informações, extraídas de arquivos chamados "Globo Itaú João de Deus e modelos brasileira", foram compartilhadas inicialmente em uma publicação no Instagram por LeobrazilAI e já geram repercussão nacional e internacional.
João de Deus, conhecido nacionalmente como médium, ganhou notoriedade mundial após ser acusado de inúmeros crimes de abuso sexual. As penas somadas que ele enfrenta ultrapassam 370 anos de prisão. No entanto, os documentos revelam um lado ainda mais obscuro: a conexão de João de Deus com o caso Epstein, notório pelo tráfico e exploração sexual de menores.
Segundo as informações, uma mulher identificada como Gabriela Pipencu denunciou que João mantinha um rancho chamado Zur, onde mantinha meninas sob cárcere, obrigando-as a engravidar para depois vender os bebês no mercado negro. O rancho Zur teria pertencido a Jeffrey Epstein, ampliando o alcance da rede criminosa para o Brasil. Gabriela, que foi peça-chave na denúncia, teria tirado a própria vida após as ameaças e o peso das revelações.
Outro ponto alarmante dos arquivos é a presença dos grupos Globo e Itaú no meio dessas negociações. Uma carta manuscrita do empresário brasileiro que trabalhava para Epstein revela tratativas comerciais entre ele e essas grandes corporações. Mais grave ainda, a carta expõe um racismo explícito: Epstein teria orientado que não queria mulheres negras ou latinas envolvidas, ressaltando ainda que rejeitava mulheres do Norte e Nordeste do Brasil, consideradas por ele como "as mais feias que já viu". Essa discriminação revela um viés racista que permeava a seleção das vítimas.
Além disso, há documentos que mencionam uma mulher brasileira responsável por recrutar meninas para Epstein no Brasil. Em outro trecho, é citado que essas meninas deveriam agredir João de Deus, apelidado pejorativamente de "Pedro Filadaputa", sempre que ele estivesse no país.
Especialistas ouvidos pelo Observatório Mundial ressaltam a gravidade dessas denúncias. A pesquisadora em direitos humanos, Dra. Ana Ribeiro, afirma: "Se comprovadas, essas conexões indicam não apenas uma rede internacional de abuso, mas também a cumplicidade de grandes instituições brasileiras que deveriam zelar pela ética e pelo respeito à vida."
A menção à "ilha de Marajó" como contraponto brasileiro à ilha de Epstein nos Estados Unidos indica que o Brasil pode ter sido um ponto estratégico para essa rede criminosa, reforçando a necessidade de investigação aprofundada.
Em resposta, representantes da Globo e do Itaú informaram que não houve qualquer envolvimento comprovado e que colaboram com as autoridades para esclarecer os fatos. A Polícia Federal brasileira já sinalizou interesse em apurar as denúncias, especialmente diante da gravidade das acusações e do potencial envolvimento de figuras públicas e corporações.
O caso reforça a importância do combate ao racismo estrutural e à exploração sexual, crimes que continuam a marcar a história do Brasil e do mundo. A sociedade civil e órgãos internacionais pressionam por transparência e justiça, enquanto novas informações devem surgir nas próximas semanas.
A investigação está aberta e o Observatório Mundial seguirá acompanhando para trazer atualizações exclusivas sobre esse escândalo que mistura poder, racismo e violação dos direitos humanos.
