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30.ª Parada LGBT+ de São Paulo Reúne Pabllo Vittar e Mais de 130 Artistas na Avenida Paulista

A 30.ª edição da Parada LGBT+ de São Paulo realizou-se no domingo na Avenida Paulista, com Pabllo Vittar e Urias como cabeças de cartaz, reunindo mais de 130 artistas em 14 trios elétricos temáticos. O evento, subordinado ao tema «A rua convoca. A urna confirma», destacou a mobilização política num ano eleitoral.

Redação Observatório Mundial
5 de junho de 2026 às 04:08
Brasil
30.ª Parada LGBT+ de São Paulo Reúne Pabllo Vittar e Mais de 130 Artistas na Avenida Paulista

A 30.ª edição da Parada LGBT+ de São Paulo decorreu no domingo, 7 de junho, na Avenida Paulista, consolidando-se como um dos maiores eventos do género a nível mundial. Com Pabllo Vittar e Urias como cabeças de cartaz no trio Amstel, o evento reuniu mais de 130 artistas distribuídos por 14 trios elétricos temáticos, numa celebração que conjugou festa, arte e reivindicação política.

Tema com Forte Carga Política

A edição deste ano foi subordinada ao tema «A rua convoca. A urna confirma», escolhido para sublinhar a importância da representação política e da cidadania num ano eleitoral. A organização quis enviar uma mensagem clara sobre o papel do voto como instrumento de transformação social para a comunidade LGBT+ brasileira.

Pabllo Vittar aproveitou o palco para celebrar os dez anos da sua carreira artística, num momento de grande emoção para os seus fãs. O trio Amstel contou ainda com atuações de Glaucia, Silvetty, Márcia Pantera, Magal e Renato Lopes. Gloria Groove liderou o trio L'Oréal Groupe, enquanto outros artistas como Pepita, Diego Martins, Majur, Melody e Grag Queen animaram os restantes trios.

Impacto Económico e Desafios

O evento e as festividades em torno do feriado prolongado — que incluiu o Corpus Christi e a Marcha para Jesus — foram estimados em gerar cerca de 166 milhões de reais para o setor do turismo da cidade. A Parada em si deverá injetar 466,2 milhões de reais na economia local, segundo projeções da organização.

A edição enfrentou, contudo, alguns desafios. Devido às obras em curso na Avenida Paulista, os trios percorreram apenas o lado ímpar da avenida. A organização também teve de lidar com uma redução nas patrocinadores empresariais, o que levou vários artistas a prescindir dos seus cachets habituais para garantir a realização do evento. Paralelamente, um projeto de lei municipal que pretendia restringir a presença de crianças e adolescentes no evento gerou polémica, sendo contestado pela organização e por especialistas jurídicos como inconstitucional.

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